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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Judaísmo da Unidade X Judaísmo Messiânico

Shalom meus irmãos.

     Abaixo um texto explicando a diferença entre nós e o Judaísmo Messiânico. Pessoas ligadas ao Judaísmo Messiânico têm criticado o Judaísmo da Unidade, não no campo das ideias, mas através do Lashon Hará, ou seja, difamações. Mas isto como já expliquei faz parte de seguir os caminhos do Eterno. O próprio Mashiach sofreu isto e acredito que muitos de vocês também passam pelo mesmo. Abaixo uma visão clara da diferença do Judaísmo da Unidade para o Judaísmo Messiânico que sucumbiu no "messingelismo". 

Leiam e compartilhem.

     O JUDAÍSMO UNIDADE NÃO É JUDAÍSMO MESSIÂNICO. OS LÍDERES E MEMBROS DO JUDAÍSMO DA UNIDADE REPUDIAM ATITUDES QUE FAZEM LEMBRAR A ÉPOCA DA INQUISIÇÃO. CHAMAR O "OUTRO" DE TODO O TIPO DE TERMOS PEJORATIVOS, FUGINDO DA ESFERA DAS IDÉIAS, DA TEOLOGIA E DOS CONCEITOS BÍBLICOS. ISTO É BEM CONHECIDO NO JUDAÍSMO, "LASHON HARÁ", UM PECADO GRAVE E UMA GRANDE IMPRECAUÇÃO.  LEIA ABAIXO A RAZÃO DE O JUDAÍSMO DA UNIDADE TER SE DESLIGADO TOTALMENTE DO JUDAÍSMO MESSIÂNICO E DE TODA PRÁTICA DE CARÁTER MESSINGÉLICO.

  JUDAÍSMO DA UNIDADE JUDAÍSMO MESSIÂNICO

     O SURGIMENTO DO JUDAÍSMO MESSIÂNICO: O Judaísmo Messiânico surgiu com o propósito de abrir um espaço, a fim de que os judeus que aceitassem o testemunho de Yeshua pudessem continuar sendo judeus, mantendo o modo de vida judaico e sem a necessidade de se 'converterem' ao cristianismo. Mas, apoiados por igrejas evangélicas, e as vezes nascendo dentro das próprias igrejas evangélicas, o judaísmo messiânico precisaria mais cedo ou mais tarde declarar sua independência e despontar como um movimento totalmente separado do cristianismo. Desde o surgimento do judaísmo messiânico, alguns conceitos fundamentais da teologia cristã passaram a ser questionados, como a teologia da substituição, a anulação da lei e o antissemitismo teológico, entre outros assuntos. Não poderia ser diferente, após 2000 anos os judeus com o testemunho de Yeshua voltaram a se pronunciar e emitir suas opiniões sobre todas as questões. Lembrando que os primeiros líderes da época, os seguidores do Messias, eram todos judeus e foram eles que deixaram todo o legado da B’rit Chadashá (Novo Testamento). Mais relevante ainda, a conclusão óbvia de que o Messias é Judeu, o que parece ter sido esquecido pelos cristãos. 

     O IMPASSE ENTRE O JUDAÍSMO MESSIÂNICO E O JUDAÍSMO TRADICIONAL: O judaísmo tradicional viu com desconfiança o surgimento do judaísmo messiânico, pela hipótese deste movimento se tornar mais uma estratégia do próprio cristianismo para “converter” os judeus. O resultado não poderia ser outro, o judaísmo messiânico se posicionou entre o judaísmo tradicional e o cristianismo. Ser uma ponte poderia se tornar um propósito elevado para o judaísmo messiânico, mas como ser uma ponte entre duas muralhas? Pois um judeu não tem como continuar sendo judeu ao se converter ao cristianismo, e um cristão não tem como continuar sendo cristão ao se converter ao judaísmo. Esta posição entre duas muralhas iria requerer mais cedo ou mais tarde uma definição clara de que caminho o judaísmo messiânico iria seguir. Nesta altura o judaísmo messiânico recebeu dois estigmas, o de “messingélicos” pelos judeus tradicionais, denotando uma mistura de messiânicos com evangélicos pela similaridade com algumas doutrinas e costumes evangélicos, e em contrapartida o de “Judaizantes” por alguns segmentos evangélicos, pela tese de que a lei não foi anulada e por algumas práticas tipicamente judaicas. Judeus de mais para os evangélicos e judeus de menos para os judeus tradicionais, assim o judaísmo messiânico se deparou com um impasse: ser um segmento judaico ou fazer parte da igreja de Cristo, conceito promulgado no terceiro século pelo catolicismo romano.

     A APROXIMAÇÃO COM A IGREJA EVANGÉLICA: Com o tempo, surgiram dentro das igrejas evangélicas aqueles que abraçaram o judaísmo messiânico e assumiram uma postura favorável às mudanças propostas, enquanto que a resistência do judaísmo tradicional permanecia, por enxergar nos judeus messiânicos, cristãos disfarçados ou messingélicos que visavam unicamente à conversão dos judeus ao cristianismo. É bom lembrar que esta resistência não ocorreu a revelia, visto que a base do antissemitismo moderno nasceu na teologia promulgada pela igreja romana, em especial a teologia da substituição, onde a “igreja de Cristo” teria substituído Israel e consequentemente os judeus haviam sido rejeitados por terem matado “Jesus”. Este conceito ganhou ainda mais força na reforma protestante liderada por Martinho Lutero, que escreveu artigos de caráter profundamente antissemita. Tudo isto foi usado no holocausto como pretexto para exterminar o povo judeu, e o nome “Jesus” e “cristianismo” ficaram associados à dor e ao sofrimento de tantos judeus que perderam suas famílias no holocausto. Sem falar da inquisição, cuja proposta era conversão ou morte, incluindo a prática de torturas. Além de tudo isto surgiram também os “Judeus por Jesus” (Jews for Jesus), que são judeus cristãos, cujo objetivo é realmente converter judeus e adaptá-los a um modelo cristão evangélico judaico.

     Com o apoio de alguns seguimentos evangélicos, o judaísmo messiânico foi tentado a sair do meio das duas “muralhas” e se aproximar das igrejas evangélicas, seja através de algumas concessões doutrinárias, ou de uma maior conformidade aos métodos e a forma de culto. A partir daí, o judaísmo messiânico assumiu uma postura que confirmaria a desconfiança do judaísmo tradicional, ou seja, o “messingelismo”. Desde então o movimento judaico messiânico gradativamente se adequou a uma postura mais reformadora do que restauradora e com uma tendência de acomodação e concordância a alguns aspectos da teologia cristã. Isto se evidencia pelo dogma da trindade que passou a ser a base doutrinária de quase todas as congregações judaico messiânicas. Mesmo a visão promulgada pelo judaísmo messiânico, de uma restauração enquadrada no retorno à igreja do primeiro século, seria na verdade uma espécie de “igreja de Cristo” restaurada. 

     A ACOMODAÇÃO DO JUDAÍSMO MESSIÂNICO: Afastado do conceito de uma restauração mais profunda, o Judaísmo Messiânico passou a propor seja de forma declarada ou implícita uma nova “reforma”, na medida que não rompeu completamente com a teologia que foi elaborada pela igreja romana. Alguns foram mais longe sugerindo apenas uma melhoria na reforma protestante, afastando-se ainda mais de uma genuína restauração. O próprio nome Jesus voltou a ser usado em algumas congregações ao invés do nome genuíno do Messias, que é Yeshua. Desprezando o fato de que o nome Yeshua tem um caráter extremamente importante na restauração, na medida que traz de volta a visão de um Messias Judeu. Sem falar da importância do nome na cultura judaica, pois está estreitamente ligado a vida, a identidade e a missão de uma pessoa. Porque usar um nome que sofreu um processo de transliteração quando sabemos o verdadeiro nome? Com estas concessões, tornou-se inevitável um afastamento de algumas congregações judaico messiânicas, no que diz respeito ao estilo e costumes judaicos, especialmente nos seus serviços religiosos. Cumpria-se então a previsão do judaísmo tradicional, que os judeus messiânicos eram na verdade messingélicos, uma mistura de messiânicos e evangélicos. 

     O SURGIMENTO DO JUDAÍSMO DA UNIDADE: Neste contexto, surge o Judaísmo  da Unidade, definindo de uma forma mais clara e objetiva, que não existe a possibilidade de fazer uma fusão com as doutrinas da igreja romana, mas que é fundamental ter uma visão centrada unicamente na Torah, nos profetas e nos ensinamentos do Messias. De uma forma mais abrangente, uma fé fundamentada na Torah, no Tanach como um todo e na B'rit Chadashá. Além disto, a necessidade também de uma aproximação maior do próprio judaísmo tradicional, interagindo com os escritos e ensinamentos dos rabinos, sem deixar a firme convicção de que Yeshua é o Messias, o filho de D’us, o primeiro a ser criado e aquele que recebeu do Eterno a incumbência de ser o Seu representante oficial. Daí o nome Mashiach (Messias) denotando o fato dele está repleto da unção Divina, a fim de que seja apto a cumprir este propósito. Para trilhar esta jornada, se faz necessário à libertação do modo de pensar grego e o retorno à forma de pensar judaica, abrindo assim a visão para enxergar as revelações do Messias e os escritos dos emissários dentro de uma perspectiva bíblica judaica. Além do retorno a língua hebraica que desvenda os olhos para novas revelações antes não percebidas pela imersão numa cultura (grega) que nada teve haver com a mensagem transmitida pelo Messias aos seus discípulos. O Judaísmo da Unidade retorna para Judaísmo Bíblico, a Oliveira plantada e cultivada pelo Eterno e citada na carta do Rabino Shaul aos romanos, no capítulo 11, já no primeiro século. Porém, na interação com o judaísmo tradicional, é preciso às vezes nos posicionarmos como alunos e aprender lições essenciais a fim de absorvermos os segredos da Torah. Para isto é preciso estudar alguns escritos rabínicos que transmitem com profundidade a sabedoria que foi revelada pelo espírito do Eterno através de toda a Bíblia. Sem deixar de lado, obviamente as cartas dos emissários do Messias, que traduzidas dentro de uma linguagem judaica, transmitem instruções que eles aprenderam com o Messias que são fundamentais para a nossa jornada. O referencial será sempre a Torah, que serve de base para todo o ensinamento genuíno. Em fim, o Judaísmo da Unidade preza pelo Judaísmo Bíblico e se identifica com os princípios fundamentais da fé judaica. Quanto aos membros, os que são judeus serão identificados como “Judeus que tem o testemunho de Yeshua” e os membros não judeus podem se identificar como “crentes no Eterno”, “discípulos do Messias Yeshua”, “prosélitos”, “seguidores do Messias Yeshua”, embora legalmente são “B’nei Noach”(literalmente ‘filhos de Noé’), ou seja, pessoas que se converteram ao Eterno através do testemunho de Yeshua, e se comprometeram a cumprirem as leis noéticas, descritas em Atos 15:19-21. As leis noéticas (Atos 15:20) são o pré-requisito fundamental para um gentio que se converte ao Eterno (Atos 15:19), pertencer a Congregação do Eterno. Além destas leis, existem outras que embora não sejam obrigatórias estão disponíveis (Atos 15:21), como a celebração de algumas festas bíblicas, em especial a observância do Shabat, que é um preceito que agrada muito ao Eterno (Isaías 56:3-7). Em fim, o Judaísmo da Unidade embora tenha o testemunho de Yeshua, se enquadra perfeitamente no JUDAÍSMO, a única religião estabelecida pelo Eterno.

Shalom!

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